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O CD da Década

Créditos: Divulgação

A revista britânica NME elegeu o “Is this it”, album de estreia do The Strokes lançado em 2001, como o disco da década. O grupo lidera uma lista de 50 álbuns feita por votos de produtores musicais, executivos de gravadoras e alguns músicos.

“Esta é a palavra final sobre os maiores álbuns dos anos 2000, conforme os votos de todos que ajudaram a fazer música de forma brilhante nesta década”, disse Krissi Murison, editor da revista, reporta o site Contact Music.

Confira a lista com os 50 melhores álbuns da década:

1. The Strokes – “Is This It”
2. The Libertines – “Up The Bracket”
3. Primal Scream – “Xtrmntr”
4. Arctic Monkeys – “Whatever People Say I Am, That’s What I’m Not”
5. Yeah Yeah Yeahs – “Fever To Tell”
6. PJ Harvey – “Stories From the City, Stories From the Sea”
7. Arcade Fire – “Funeral”
8. Interpol – “Turn On The Bright Lights”
9. The Streets – “Original Pirate Material”
10. Radiohead – “In Rainbows”
11. At The Drive In – “Relationship Of Command”
12. LCD Soundsystem – “The Sound Of Silver”
13. The Shins – “Wincing The Night Away’
14. Radiohead – “Kid A”
15. Queens Of The Stone Age – “Songs For The Deaf”
16. The Streets – “A Grand Don’t Come For Free”
17. Sufjan Stevens – “Illinoise”
18. The White Stripes – “Elephant”
19. The White Stripes – “White Blood Cells”
20. Blur – “Think Tank”
21. The Coral – “The Coral”
22. Jay-Z – “The Blueprint”
23. Klaxons – “Myths Of The Near Future”
24. The Libertines – “The Libertines”
25. The Rapture – “Echoes”
26. Dizzee Rascal – “Boy in Da Corner”
27. Amy Winehouse – “Back To Black”
28. Johnny Cash – “Man Comes Around”
29. Super Furry Animals – “Rings Around The World”
30. Elbow – “Asleep In The Back”
31. Bright Eyes – “I’m Wide Awake, It’s Morning”
32. Yeah Yeah Yeahs – “Show Your Bones”
33. Arcade Fire – “Neon Bible”
34. Grandaddy – “The Sophtware Slump”
35. Babyshambles – “Down In Albion”
36. Spirtualized – “Let it Come Down”
37. The Knife – “Silent Shout”
38. Bloc Party – “Silent Alarm”
39. Crystal Castles – “Crystal Castles”
40. Ryan Adams – “Gold”
41. Wild Beasts – “Two Dancers”
42. Vampire Weekend – “Vampire Weekend”
43. Wilco – “Yankee Hotel Foxtrot”
44. Outkast – “Loveboxxx/The Love Below”
45. Avalanches – “Since I Left You”
46. The Delgados – “The Great Eastern”
47. Brendan Benson – “Lapalco”
48. The Walkmen – “Bows and Arrows”
49. Muse – “Absolution”
50. MIA – “Arular”

Por: Mayara Medeiros

amy-winehouse

créditos: divulgação

 

Não há como negar a ligação entre música e moda com a cantora Amy Winehouse. Quando escutei suas músicas fiquei impressionada com a sua voz forte, um talento difícil de negar.Com uma voz naturalmente rouca e um estilo de vestir, Winehouse se tornou um ícone na moda atual. Mas é claro que ela não “inventou” esse estilo. Na verdade, a cantora teve diversas inspirações que resultaram na Amy que conhecemos hoje. Maquiagem pesada nos olhos, sapatilhas, estilo retrô ou vintage, todas essas características são marcas de artistas que com certeza inspiraram a cantora a investir no mundo da moda (mesmo que essa não seja a sua intenção).

Você se lembra da Barbra Streisand?

A cantora, compositora, atriz e diretora cinematográfica, é dona de uma voz poderosa e estilo marcante. A artista que fez muito sucesso na década de 60 costumava usar maquiagem forte nos olhos, tornando o olhar expressivo. Visual muito utilizado na década de 50.

O estilo retro também faz parte do visual de Winehouse, na verdade a cantora trouxe esse estilo de volta. Arrisco até falar que, atualmente ela é dona desse estilo. O que falar do seu cabelo que é retro, sexy, Black e moderno ao mesmo tempo? Ela definitivamente é corajosa e cheia de estilo. As sapatilhas também são marcas registradas da cantora.

A influencia da Amy na moda é tão notória que até estilistas resolvem se inspirar na artista que vem ditando moda no mundo inteiro. O estilista Karl Lagerfeld da Chanel se inspirou em Amy para o desfile de pré-inverno 2009.

Por Fernanda Menezes

Boa notícia para quem não pode assistir ao show da sua banda preferida, seja por dinheiro ou pela distância! O site Billboard Live permite que os internautas assistam a diversos shows gratuitamente. Às vezes as apresentações também são exibidas ao vivo; para serem assistidas, basta entrar no site na hora programada. Além disso, o site oferece cinco ângulos diferentes para assistir ao show completo.

Os internautas ainda podem utilizar o Twitter e Facebook sem sair página ou usar um aplicativo de iPhone, para que seja possível acompanhar também pelo aparelho. O objetivo do site, segundo o seu criador Michael Williams é reconectar os artistas com seus fãs de graça.

Por Natália Marinho

Por Lana Pinho

Créditos: Lana Pinho

Influenciados pelo Rock Inglês e por alguns grupos nacionais como o Los Hermanos, a Bon Vivant vem buscando espaço entre as bandas independentes do Recife. Quando foi formada, em meados de 2007, se chamava Box Full e era composta por quatro integrantes (agora são apenas três: Pedro Santos, vocal; João Soares, baixista e produtor; e Victor Freire, baterista). A mudança aconteceu pelo fato da banda querer transmitir, desde o nome, o propósito que têm as suas canções: retratar o cotidiano e os recorrentes questionamentos dos jovens, tudo isso embalado por um som leve e dançante.  Foi a partir daí que surgiu o nome bon vivant, expressão de origem francesa que significa algo como “boa vida”, “viver bem”, “aproveitar bem a vida”. Definir o estilo musicl que produzem talvez seja uma tarefa complicada, mas o trio costuma dizer que o som produzido por eles é uma grande mistura das influências de cada um, tendo o rock como essência.

O nome Pernambuco é carregado por muito respeito e tradição no mercado fonográfico brasileiro, a cena é bastante respeitada e dela já surgiram vários artistas e bandas como Nação Zumbi, Mombojó, Lenine, Eddie e China. Levando em consideração todos esses fatores, a Bon Vivant não está fazendo diferente, eles vêm evoluindo consideravelmente e fazem um som muito agradável e bem tocado, mas é claro, ainda têm muito pela frente.

Vinculado à divulgação do trabalho pela Internet através do myspace, orkut e tiwtter, como qualquer outra banda iniciante pós-moderna, a participação em alguns eventos importantes como o Festival de Inverno de Garanhuns (FIG 2007), o Festival Virtuemúsica (2007), o Festival Nordeste Independente (2008) e a Festa da Vitória Régia (2008), trouxeram notoriedade e o grupo foi conquistando o seu espaço no Recife, ganhou público e se tornou um nome bastante cotado para abrir shows de bandas e artistas que já são conhecidas no âmbito nacional como Mallu Magalhães, Dead Fish, Capital Inicial, Autoramas, Lenine, Fresno, Cordel do Fogo Encantado, Forgotten Boys, Rock Rocket, Volver e Ludov. “Desde que eu entrei na banda, o maior show que tocamos foi no do Fresno e eu me empolguei muito, porque a galera tava super animada. E curti também tocar mais de uma vez com o Volver, pois é uma banda que eu curto desde muito tempo”, disse o baixista, João Soares. Ainda sobre tocar com as mais famosas, Pedro Santos, o vocalista, diz que poder ver e dividir o palco com muitos dos que são seus ídolos, assim como a receptividade do público são uma das melhores partes de estar na Bon Vivant.

O primeiro álbum ainda não está pronto, mas o grupo lançou em maio deste ano em EP (estilo de gravação que nem curta demais para ser considerada um compacto, também conhecido como single, e nem muito longa para ser classificada como álbum) com três músicas inéditas e uma antiga, porém todas são autorais, intitulado Um lugar pra esquecer de tudo. Esse disco foi produzido com recursos independentes e está disponível para download na Internet (durante esses seis meses, já atingiu a marca de quase 600 downloads).

Por estarem se destacando, já existe um assédio por parte dos fãs da banda, um tipo de relação nova para os componentes e que exige também um comportamento diferente do usual. “A gente tenta dar o máximo de atenção, tenta cumprir pedidos, responder mensagens e dar autógrafo. Eles são super carinhosos conosco e nós tentamos corresponder da melhor maneira possível. A gente também deixa a galera super à vontade pra tudo, tanto de pedir para tirar fotos quanto a sugerir ensaios abertos, promoções e etc”.

O power trio é bastante unido e tem uma relação boa entre si, gostam de compartilhar momentos fora dos palcos. Mantém lado a lado o sonho e de viver da música com a consciência de que enquanto isso não acontece, é preciso estudar, assim todos são universitários e por coincidência fazem mesmo curso: Publicidade e Propaganda. “Com certeza temos o pensamento de viver da banda, mas temos que ter o pé no chão. Saber que não é fácil e ter um ”plano B”, por isso todos nós fazemos faculdade, pois sabemos da importância de um diploma”, disse Victor.

            Sobre o futuro, a Bon Vivant planeja continuar divulgando o EP até ter mais composições e recursos ou uma gravadora para lançar o primeiro CD. A banda sobre investir na carreira nacional: “por enquanto estamos só pensando nisso, nada é concreto ainda”.

            Sem dúvida essa expansão é apenas uma questão de tempo e os meninos estão indo pelo caminho certo.

Por Taiana Borba

vitor- caderno 3 -Ceará

Créditos: Divulgação

Se alguém lhe convidasse para assistir à apresentação de um pianista no Salão Nobre do Teatro Santa Izabel e, chegando lá, à espera da entrada triunfal de um músico de fraque, smoking ou terno; de repente você percebe que quem está tocando com maestria o instrumento é um rapaz novo, trajando calça jeans, camiseta de malha e um par de tênis All Star. O que você pensaria?

Descrever o mais novo fenômeno da cena instrumental brasileira, considerado por muitos o menino prodígio pernambucano, que aos dezessete anos já fazia improvisações em cima de clássicos da música erudita, mpb e jazz , não é uma tarefa fácil. Pode parecer exagero para quem nunca foi a uma de suas apresentações ou “shows” – que é como o próprio Vitor Araújo denomina o seu concerto nada tradicional ao piano; mas o fato é que ele vem emocionando as plateias e causando controvérsias por todos os lados desde 2006.

Seu estilo livre e nada convencional de interpretar obras como Frevo, do maestro Marlos Nobre, que teve o vídeo disponibilizado no YouTube, já lhe rendeu várias críticas. Sem se perturbar com os comentários sobre o seu trabalho, Vitor impressiona pela ousadia e determinação presentes num rapaz em início de carreira. Discussões à parte, o fato é que depois que a famosa re-interpretação foi parar na Internet, o rapaz deu um salto para o rol da fama.

Sua experiência com a música começou aos nove anos no Conservatório Pernambucano de Música, ou melhor, aos sete, quando os pais observaram sua proeza de tirar músicas de ouvido em um pequeno teclado que ganhou de presente. Ezabel Barros, mãe de Vitor, comenta: “Vimos que era o que ele mais gostava de fazer quando era criança, então resolvemos estimulá-lo e estamos aqui, apoiando no que ele precisar em sua carreira”.

Daí para frente, sua participação passou a ser constante em importantes festivais e mostras de música, entre eles o Torneio Josefina Aguiar (Melhor Intérprete de Música Brasileira) e o Concurso Magda Taggliaferro, em São Paulo, onde recebeu Menção Honrosa. Mas a projeção nacional veio com a cobertura da mídia na 4ª. Mostra Internacional de Música de Olinda (MIMO) em 2007, onde se apresentou junto a artistas consagrados como Egberto Gismonti e Naná Vasconcellos. O evento ainda contou com a presença do maestro Isaac Karabtchevsky, ícone da música erudita internacional. Despreocupado com o visual, usando o de sempre, Vitor arrancou aplausos acalourados do público que lotava o Convento de São Francisco, tocando, além de Heitor Villa-Lobos, Lenine, Chico Buarque e Luiz Gonzaga. Além de ser ovacionado pelos  presentes, o talento de Vitor o levou à conquistar Jô e plateia num programa exibido em outubro de 2007.

Quanto à polêmica em torno do seu nome, o rapaz sempre diz que toca por amor e não tem a intenção de irritar ninguém. Mas confessa não conseguir executar os temas como Bachianas nº 4, de Villa-Lobos, sem fazer o que chama de “citação”. Adiciona compassos, misturando, na mão esquerda, notas de uma das partes da música e, na mão direita, notas de outra parte. “Estamos acostumados a achar que o bom é o complexo, mas é o simples que me preenche – disse uma vez à plateia”. Entre as suas intervenções criativas durante interpretações de canções clássicas, destaca-se o arranjo para Asa Branca, de Gonzagão e Humberto Teixeira. O resultado realmente impressiona pela beleza e também está disponível em um vídeo na web.

Quando é questionado sobre o que o leva a fazer essas releituras de músicas do seu repertório, Vitor responde: “É o meu dedo que vai sozinho. Não sei o que acontece. A cada vez, a música fica diferente. Não toco com partituras porque acho que ela me prende. Minha memória é boa, então prefiro tocar de cabeça. Querem que eu vá estudar na Europa, mas não sei se me encaixo nesse modelo. Eu me preencho com o público. Já levei muitas broncas, é o que mais levo na vida, mas não me importo mais”. Seu pai, o produtor Túlio Montenegro, comenta que sempre fica muito tenso nas apresentações de Vitor. “Tudo é muito natural para ele, nunca sei o que vai fazer e penso que um dia vou ter que arrancá-lo de dentro do piano. Ele é imprevisível!”.

Canções como Dança do Índio Branco, de Heitor Villa-Lobos, Comptine d’um Autre Eté, de Yan Tiersen, Paulistana nº 1, de Cláudio Santoro, Sonatina para Piano, do maestro Edino Krieger, além de músicas de Chico Buarque (Samba e Amor), Luiz Gonzaga (Asa Branca) e outras de sua autoria; fazem parte da seleção de TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo), CD/DVD gravado ao vivo no Teatro de Santa Isabel, em dezembro de 2007. Na ocasião, o público de sua cidade natal pôde presenciar um pianista tocar sentado, não no banco que acompanha o piano, mas em cima do instrumento. Algumas vezes de pé com os pés nas teclas, Vitor deseja tocar seu piano por inteiro. Explorando todas as suas intenções – o “pianista endiabrado”, um dos muitos apelidos que vem recebendo da imprensa, se destaca pelas novas roupagens que dá ao barroco, passando pelo romantismo do século 19 e acabando na desconstrução de músicas como Paranoid Android, do Radiohead, conjunto de rock inglês do qual é fã. Não podemos esquecer de alguns toques, aqui e ali, de elementos jazzísticos que, aliás, é a sua preferência musical.

Até pouco tempo atrás era bacharelando em Piano pela Universidade Federal de Pernambuco, mas teve que abandonar o curso devido à agenda bastante movimentada. “O Vitor não tem mais tempo para seguir uma universidade, ele tem viajado muito, passa muitos dias fora. Ele achou melhor conciliar tanto compromisso com aulas particulares quando está em Recife”, comenta Ezabel. A família nos conta que sente saudades da fase menos profissional, quando o rapaz passava horas debruçado ao piano, estudando e compondo músicas como A Última Sessão e Valsa para Lua. “Recentemente, Vitor estruturou um estúdio próprio em Olinda, então quando está por aqui, fica um ou dois dias gravando e organizando seus novos projetos. Quase não o vemos”, explica Túlio.

A Última Sessão, de autoria do próprio Vitor, é sua ligação entre a música e sua outra paixão – os filmes. Cinéfilo inveterado, o artista autorizou a utilização da composição que fez para um curta-metragem de Wilson Freire (Feliciano à espera da última sessão) na trilha do documentário

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Outro destaque sobre o seu envolvimento com o cinema está no curta Superbarroco, de Renata Pinheiro, filme vencedor do Festival de Brasília e único representante brasileiro na prestigiada Quinzena dos Realizadores, no Festival de Cannes em 2009.

Quanto aos novos projetos, o pai se entusiasma dizendo que Vitor está numa nova fase com a parceria da Banda Rivotrill: “São todos excelentes instrumentistas, Júnior Crato (flauta), Lucas dos Prazeres (percussão) e Rafa Duarte (baixo); têm muita sintonia com o trabalho de Vitor e o show está super interessante”. A atriz e produtora cultural, Virgínia Brasil, que assistiu à apresentação deles em agosto deste ano, no Teatro da UFPE, rasga elogios à performance do pianista: “Ele é polêmico. Muita gente o critica porque ele muda as músicas, mas é sensacional e o público realmente vibra. Ele é bem especial”. Carol Lemos, coreógrafa, comenta a forma serelepe como brincava com uma miniatura de piano que utilizou durante a apresentação para descontrair o som do piano tradicional.

É neste nosso reduto de multiplicidade de ritmos e efervescência cultural que vemos despontar mais um rosto desta nova geração de artistas, livre dos conceitos pré-estabelecidos nas gerações anteriores. “Ele se desenvolveu naturalmente nas suas concepções de arte, ninguém estipulou nada. Eu costumo dizer que Vitor foi talhado para isso, ele não faria outra coisa em sua vida, porque o que realmente importa para ele é a reação do público”, acrescenta seu pai.

Longe de se considerar um virtuose ou mesmo um menino notável, Vitor Araújo é um artista de palco. “As pessoas têm que vê-lo e ouvi-lo ao mesmo tempo, pois o seu carisma está no conjunto da música aliada à sua expressividade cênica”, diz Túlio.

Por essas e outras sobre Vitor e que, umas poucas linhas não serão suficientes, é que aconselho aos fãs de música instrumental a esperar a próxima oportunidade para conhecê-lo, lá no palco, aonde ele se sente realmente à vontade para realizar sua música e contar suas experiências de jovem e prodigioso artista.

   Por: Ana Elena Janovitz

woodstock

Créditos: Divulgação

Aconteceu há pouco mais de 40 anos, na cidade americana de Bethel, cerca de 130km de Nova Iorque.  Quinhentas mil pessoas compareceram ao que se imagina ter sido o pontapé inicial para o formato de festival de música que atualmente existe. Embora haja um pouco de controvérsia (alguns peritos afirmam que o marco zero dos festivais tenha sido o Monterey Pop Festival, que aconteceu na Califórnia dois anos antes e contou com a participação de Jimi Hendrix e Joan Baez); hoje, Woodstock faz parte do imaginário coletivo como o maior evento da contracultura e primeiro a estabelecer um padrão para os festivais que se seguiram.

A proliferação de festivais de natureza semelhante vem sendo contundente desde então. Para citar alguns dos mais importantes, temos o Lollapalooza, que desde o início dos anos 90 vem divulgando grandes talentos do rock e impulsionando suas carreiras; o Big Day Out, na Austrália; o Glastonbury, na Grã-Bretanha e o Donauinselfest em Viena, maior festival de música europeu, que teve mais de três milhões visitantes este ano.

A ideologia criada no Woodstock – o movimento contra a guerra no Vietnã, a luta pelos direitos feministas e civis, que desempenharam um papel importantíssimo para dar cara àquela geração – parece não ter sequer papel coadjuvante nos festivais atuais. Ao menos essa é a opinião de grande maioria dos frequentadores desses eventos. Para os jovens, esse não é necessariamente um ponto negativo, mas apenas um reflexo dos tempos, das novas tendências mundiais e até mesmo uma parte do resultado da luta de gerações anteriores. “Acho que a preocupação dos jovens hoje, na música, é se ela por si só é verdadeira, em sua estética. Acho que não se atribui mais um papel de transformador social à música, por isso a cara dos festivais também mudou”, diz o estudante de jornalismo Diego Menezes.

O que se tem tido, na prática, em todo o mundo, é a reunião de milhares de pessoas a fim de conferir a banda do momento. Essas bandas são bastante disputadas, o que cria um negócio muito lucrativo. Dentre os festivais, vários são os que procuram vestir uma face mais comercial (mainstream) tentando trazer aos palcos as estrelas mais celebradas da mídia massiva e, assim, gerar uma abastada receita. Do outro lado do espectro, a criação do festival Live Aid veio para mostrar que o lucro nem sempre é o foco principal desses eventos. Com a proposta de arrecadar fundos para ajudar a África, o evento foi inovador em todos os sentidos. Os artistas convidados (figurinhas fáceis da programação da MTV) dispensavam seus cachês em nome da mesma causa. No aspecto engajamento, foi o mais perto de que se chegou ao Woodstock. Idealizado por Bob Geldof, ex-vocalista do Boomtown Rats, no início da década de 1980, o festival já teve três edições e ultrapassou as expectativas ao arrecadar, apenas na primeira edição, 150 milhões de libras.

No Brasil, a cultura de festivais é bastante forte e tem crescido principalmente nos últimos dez anos, impulsionado essencialmente pelas mídias alternativas. Esses eventos continuam tendo a mesma função básica de quando surgiram: trazer ao conhecimento do grande público novos talentos da música. Existe até mesmo uma entidade para isso, a Associação Brasileira de Festivais Independentes (Abrafin), uma cadeia produtiva que abrange 38 eventos, faz circular mais de 600 bandas, atinge a 300 mil pessoas, gera três mil empregos fixos e temporários, movimenta cerca de R$ 5 milhões por ano e serve de canal para o diálogo entre produtores, artistas e selos. “Fizemos ser reconhecido um circuito nacional de festivais, provamos que existimos, que movimentamos pessoas, geramos negócios, podemos determinar a cara e um momento na música do País. Estabelecemos um padrão melhor de equipamento, estrutura, logística, atendimento a artistas, público e apoiadores”, comenta Fabrício Nobre, presidente da entidade e também líder da banda de rock independente MQN. Exemplos de festivais bem sucedidos e independentes em todo o Brasil se multiplicam e voltam a cada ano sempre mais renovados. Alguns dos que tem tido bastante êxito são o Bananada que acontece em Goiânia, o Calango, em Cuiabá, o Rec-Beat e o Coquetel Molotov, em Recife, entre vários outros.

Na década de 1960, o festival de Woodstock mostrou ao mundo o que era possível fazer quando existia um sentido de propósito comum e a disposição das pessoas de “fazer diferente”. Os festivais de música vem desempenhando, desde então, diversos papéis na história cultural e social do mundo. A verdade é que não há um papel definido, a própria transformação parece ser a característica mais marcante dos festivais de música. Então, que ela venha.

Por Victor Toscano

No Ar há 6 Anos

tie e pethit

Créditos: Caroline Bittencourt

Local maior, público maior, estrelas cada vez mais brilhantes. O festival de música Coquetel Molotov vem mostrando porque Recife está sempre no meio das discussões musicais quando se fala de inovação. Este ano o evento completou sua sexta edição e aconteceu pela primeira vez no Teatro Guararapes, com um público de aproximadamente três mil pessoas. Talvez a cena que melhor represente este sucesso tenha sido a expectativa de um público em êxtase, minutos antes da apresentação da banda americana, e festejada pela crítica, Beirut. Muito embora os seguranças estivessem preocupados com uma possível invasão do palco, o show ocorreu pacificamente e as pessoas mostraram, afinal de contas, por que tinham ido ali: pela música.

Desde sua primeira edição, em 2004, o Coquetel Molotov vem crescendo e adquirindo um público todo especial, um público que é antenado com a música, não essa que toca na TV em programas dominicais, mas uma que parece falar mais diretamente, de maneira mais real, com cada pessoa. Um público novo que vai atrás da música que quer consumir e não aceita qualquer coisa, não. O evento confirma e vai na onda da tendência mundial em que o independente tem cada vez mais voz e muitas vezes serve de modelo, de referência, para festivais maiores e já consolidados – mas que mesmo assim não escapam de uma crise e precisam se renovar.

A renovação do público recifense foi notável nesses últimos seis anos. “Tem uma galera muito nova e interessada por música. Sempre está renovando. Mas é legal como os jovens de hoje são bem mais exigente e sacam bem mais de música”, comenta Ana Garcia, uma das fundadoras do coletivo Coquetel Molotov, que realiza o festival. Não foi só a “galera nova” que deu as caras por lá. As atrações Lô Borges e Milton Nascimento garantiram a presença de um público mais velho e fez com que acontecesse um saudável encontro de gerações no teatro. Esse tipo de público foi novidade no festival e se encaixou bem, já que a proposta do festival já sugere essa pluralidade, algo como um ambiente “para todos”.

O festival foi idealizado por três jovens: Ana Garcia, Tathianna Nunes e Jarmerson de Lima. Imbuídos de uma vontade em comum, criaram um festival que se aproximava mais de algo que gostariam de ver. “Eu não sou uma grande apreciadora de festivais… quer dizer, não no formato que existem atualmente. Acho que o Coquetel Molotov representa um pouco como eu gostaria que os festivais fossem, a valorização do som, do conforto, da segurança”, afirma Ana.

Foram muitas novidades no evento este ano. Entre elas estava o interessantíssimo estúdio móvel em que as pessoas poderiam juntar-se com amigos e gravar até três minutos de áudio podendo utilizar os instrumentos que eram disponibilizados pela equipe dos estúdios Das Caverna. Também os brechós itinerantes fizeram bastante sucesso entre os mais moderninhos. O auditório Tabocas recebeu uma programação gratuita bem diversa. Quem conferiu não se arrependeu. O jovem talento François Virot foi uma figura curiosa que, acompanhado apenas de um violão, trouxe um quê de estranheza agradável com seus gritinhos melódicos.

Mas não houve páreo para a banda Beirut na primeira noite. O Coquetel Molotov é novo, mas já está ficando veterano quando se trata de emoção no público. Outro momento de semelhante exaltação foi no ano passado, quando Marcelo Camelo se apresentou trazendo o início de sua carreira solo ao Recife, através do festival. Milton Nascimento fez um show pontuado pela nostalgia e acertou em cheio. Agradou e tocou a todos quando cantou Cais, também quando encerrou o show com mais uma das várias histórias de carreira contadas no palco. A opinião geral de quem compareceu foi bastante positiva. “O show de Lô com Milton foi ótimo tanto para os que viveram a época do Clube da Esquina quanto para os que apenas gostam. Foi emocionante ver os dois relembrando as músicas no palco”, afirma a estudante Adriana Gomes.

O Coquetel Molotov está no ar há seis anos. A qualidade do evento já é reconhecida e respeitada nacionalmente. E em 2010, será que já dá pra adiantar alguma coisa? “Acho que tudo começa a ficar mais claro em fevereiro/março. Mas este foi um ano de aprendizado…” Então, Ana, a gente espera.

Por Natália Marinho

Seu nome de batismo é Francisco Amâncio da Silva. Mas, de tão irreverente que é, nem pegaria bem ser chamado assim. Com jeito alternativo e estilo próprio – diferente de qualquer estereótipo emplacado no mundo musical – ele já está consagrado e registrado por onde passa: Maestro Forró.

Um jovem de 30 e poucos anos, nascido e criado na Bomba do Hemetério (Zona Norte do Recife), que se veste numa mistura de Augusto Carrara (personagem da Grande Família) e Tiririca (humorista), brinca com os ritmos musicais e domina o palco com presença de espírito e irreverentes acrobacias. Líder da Orquestra Popular da Bomba do Hemetério, criou um estilo nada convencional para reger uma banda. Faz um som diferente, misturando frevo com músicas afro-americanas, brasileiras e cubanas. Mescla o erudito com o popular, passando pelo maracatu, coco, xaxado e até música eletrônica.

A Orquestra Popular da Bomba do Hemetério nasceu em 2002 e vem cativando simpatizantes e superando fronteiras. A banda, formada por 21 músicos – todos do seu bairro de origem – já se apresentou no sul do país e fez turnê pela Europa. Ano passado, lançou seu primeiro DVD: A Bomba Jorrando Cultura.

O nome do primeiro trabalho em vídeo já diz quase tudo. “É uma conquista e um orgulho para todos nós. Ver um bairro pobre, conhecido pela violência e pobreza, chamar a atenção pela cultura. É o resultado de um trabalho de muitos anos e a realização de um sonho”, conta Forró. Ele diz que a ideia de fazer uma banda surgiu há mais de dez anos, quando pesquisava sobre o frevo e misturava os acordes. A orquestra foi ganhando forma e, há cerca de três anos, vem se destacando e conquistando inúmeros prêmios por onde passa. Somente na categoria de Música Carnavalesca Pernambucana foram mais de dez premiações, além do reconhecido destaque da orquestra mais versátil do Estado.  Este ano, o conjunto ganhou o prêmio de melhor Orquestra Itinerante, apresentando uma nova forma de performance nas ruas, procurando interagir com o público, dançar e se movimentar.
Apesar de ter sido todo gravado na comunidade de origem dos músicos, o DVD da Orquestra da Bomba do Hemetério não tem a intenção de ficar apenas por aqui. A ideia é levar o trabalho pelo mundo afora. E o que não falta é reconhecimento.

O repertório do DVD é composto pelas músicas da Orquestra da Bomba do Hemetério, que mistura diversos ritmos populares. É um mix de composições eruditas e populares, procurando inserir o frevo no cenário da música pop atual. O DVD tem co-patrocínio da Prefeitura da Cidade do Recife e é produzido pela Rec-Beat Produções Artísticas.

Por Gabriela Sampaio Dias

 

Depeche Mode
Créditos: Divilgação

Toda banda quando começa, tem um motivo pra querer seguir o caminho “tortuoso” da música. Sempre tem um grande artista que se admira demais e lhe dá forças de vontade para enfrentar o que vier pela frente pra realizar seu maior sonho. Depeche Mode é com certeza uma dessas que influenciam muita gente. ”Tem bandas que nem sabem que são influenciadas pelo Depeche”, afirma Bruno Nogueira, crítico musical.

O Depeche não é só uma máster influência pra muita gente, como também faz parte da inovação de um novo estilo musical, o New Wave. Acrescentar elementos eletrônicos na década de 80 era um tremendo desafio, enquanto o mundo corria para o “Hevay  Metal” o Depeche Mode fez o caminho contrário juntamente com bandas como Pet Shop Boys e New Order.

E manter-se sempre no auge, mesmo passando anos sem lançar nada novo, é mais desafiador ainda. Na busca de bandas pernambucanas influenciadas por eles a gente encontra os Mellotrons e o The Dead Superstars e uma mais recente Team Radio. “Em Recife eu sei que tem bandas que gostam de Depeche Mode, mas não necessariamente incorporam isso nas suas músicas”, comenta Bruno.

Mas o Depeche Mode não é só uma influência algumas bandas pernambucanas, bandas grandes como Linkin Park, afirmam que o seu som tem influencias no estilo do Depeche. “Eu não diria que o Linkin Park é (baseado na música deles), mas se a banda afirma isso, então já muda tudo de figura.”, acrescenta. Porém não é só o LP que se baseia no estilo do DM, outras bandas, que estão na ativa, como: Placebo, Coldplay, The Killers, Franz Ferdinand e Keane.

Porém a influência do Depeche Mode pode ser notada por bandas com estilos muito  diferentes que fizeram um álbum de tributo ao grupo em 1998. O potencial da banda dentro do cenário musical é enorme, principalmente na música eletrônica e Pop. Existem bandas também que são fãs de Depeche Mode e acredita-se que já trocaram influências com a banda, como é o caso do The Cure e do Foo Fighters. Já do lado brasileiro podemos citar Jay Vaquer e Alex Góes. Com tantos seguidores não dá pra duvidar do porde de influência do Decpeche, dá?

Por Mayara Medeiros.

Créditos: Amanda Maria

Flávio Augusto Dornellas Câmara. Ao escutar esse nome não remetemos imediatamente a ninguém conhecido, mas essa é a verdadeira identidade de China (da extinta banda Sheik Tosado). O cantor faz sucesso de várias formas: no palco com seu carisma e as famosas dancinhas e também na internet. Seja no Twitter ou Myspace, ele sempre mantém uma forma de se comunicar com o público. Esse segredo tem aberto portas para a sua carreira e garantiu até aparições na MTV Brasil. Além de sua carreira solo, China também se dedica ao projeto Del Rey, banda cover do rei Roberto Carlos. 

 

 
Por: Priscilla Ferreira

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