
Créditos: Lana Pinho
Influenciados pelo Rock Inglês e por alguns grupos nacionais como o Los Hermanos, a Bon Vivant vem buscando espaço entre as bandas independentes do Recife. Quando foi formada, em meados de 2007, se chamava Box Full e era composta por quatro integrantes (agora são apenas três: Pedro Santos, vocal; João Soares, baixista e produtor; e Victor Freire, baterista). A mudança aconteceu pelo fato da banda querer transmitir, desde o nome, o propósito que têm as suas canções: retratar o cotidiano e os recorrentes questionamentos dos jovens, tudo isso embalado por um som leve e dançante. Foi a partir daí que surgiu o nome bon vivant, expressão de origem francesa que significa algo como “boa vida”, “viver bem”, “aproveitar bem a vida”. Definir o estilo musicl que produzem talvez seja uma tarefa complicada, mas o trio costuma dizer que o som produzido por eles é uma grande mistura das influências de cada um, tendo o rock como essência.
O nome Pernambuco é carregado por muito respeito e tradição no mercado fonográfico brasileiro, a cena é bastante respeitada e dela já surgiram vários artistas e bandas como Nação Zumbi, Mombojó, Lenine, Eddie e China. Levando em consideração todos esses fatores, a Bon Vivant não está fazendo diferente, eles vêm evoluindo consideravelmente e fazem um som muito agradável e bem tocado, mas é claro, ainda têm muito pela frente.
Vinculado à divulgação do trabalho pela Internet através do myspace, orkut e tiwtter, como qualquer outra banda iniciante pós-moderna, a participação em alguns eventos importantes como o Festival de Inverno de Garanhuns (FIG 2007), o Festival Virtuemúsica (2007), o Festival Nordeste Independente (2008) e a Festa da Vitória Régia (2008), trouxeram notoriedade e o grupo foi conquistando o seu espaço no Recife, ganhou público e se tornou um nome bastante cotado para abrir shows de bandas e artistas que já são conhecidas no âmbito nacional como Mallu Magalhães, Dead Fish, Capital Inicial, Autoramas, Lenine, Fresno, Cordel do Fogo Encantado, Forgotten Boys, Rock Rocket, Volver e Ludov. “Desde que eu entrei na banda, o maior show que tocamos foi no do Fresno e eu me empolguei muito, porque a galera tava super animada. E curti também tocar mais de uma vez com o Volver, pois é uma banda que eu curto desde muito tempo”, disse o baixista, João Soares. Ainda sobre tocar com as mais famosas, Pedro Santos, o vocalista, diz que poder ver e dividir o palco com muitos dos que são seus ídolos, assim como a receptividade do público são uma das melhores partes de estar na Bon Vivant.
O primeiro álbum ainda não está pronto, mas o grupo lançou em maio deste ano em EP (estilo de gravação que nem curta demais para ser considerada um compacto, também conhecido como single, e nem muito longa para ser classificada como álbum) com três músicas inéditas e uma antiga, porém todas são autorais, intitulado Um lugar pra esquecer de tudo. Esse disco foi produzido com recursos independentes e está disponível para download na Internet (durante esses seis meses, já atingiu a marca de quase 600 downloads).
Por estarem se destacando, já existe um assédio por parte dos fãs da banda, um tipo de relação nova para os componentes e que exige também um comportamento diferente do usual. “A gente tenta dar o máximo de atenção, tenta cumprir pedidos, responder mensagens e dar autógrafo. Eles são super carinhosos conosco e nós tentamos corresponder da melhor maneira possível. A gente também deixa a galera super à vontade pra tudo, tanto de pedir para tirar fotos quanto a sugerir ensaios abertos, promoções e etc”.
O power trio é bastante unido e tem uma relação boa entre si, gostam de compartilhar momentos fora dos palcos. Mantém lado a lado o sonho e de viver da música com a consciência de que enquanto isso não acontece, é preciso estudar, assim todos são universitários e por coincidência fazem mesmo curso: Publicidade e Propaganda. “Com certeza temos o pensamento de viver da banda, mas temos que ter o pé no chão. Saber que não é fácil e ter um ”plano B”, por isso todos nós fazemos faculdade, pois sabemos da importância de um diploma”, disse Victor.
Sobre o futuro, a Bon Vivant planeja continuar divulgando o EP até ter mais composições e recursos ou uma gravadora para lançar o primeiro CD. A banda sobre investir na carreira nacional: “por enquanto estamos só pensando nisso, nada é concreto ainda”.
Sem dúvida essa expansão é apenas uma questão de tempo e os meninos estão indo pelo caminho certo.
Por Taiana Borba
